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Santê Hostel – Cliente de Destaque Cloudbeds

By Alex Gaggioli, agosto 11, 2015

O Santê Hostel, localizado no bairro de Santa Teresa no Rio de Janeiro, abriu suas portas em Novembro de 2013, sob o comando dos irmãos David e Isabela. O hostel tem capacidade de até 26 camas durante a alta temporada. Seu principal destaque é o ambiente tranquilo e relaxante.

Curiosamente, o hostel é o local onde os irmãos viveram durante sua infância. Os dormitórios são os dois quartos onde Isabela e David dormiam todas as noites. Eles descrevem o hostel como um bebê, cujo crescimento tiveram o prazer de acompanhar nestes últimos dois anos. David decidiu que abriria o hostel após retornar de uma viagem ao Peru, quando experienciou trabalhar em um hostel.

Suas histórias de vida e atitudes são inspiradoras. Leia a entrevista abaixo para saber mais sobre o Santê Hostel.

Alex: Então, que tal começarmos com mais detalhes sobre vocês e o Santê Hostel?

David:  Somos irmãos, tenho 27 anos e a Isabela, 25. Tive a ideia há uns dois anos e a Isabela logo quis me ajudar. Estamos trabalhando juntos há dois anos. Eu tenho formação em Biologia e ela é designer, o que ajuda muito nas questões de marca e decoração de ambientes. Trabalhamos juntos, como um time e família.

Morávamos na casa que hoje é o hostel.

Isabela: É a casa de nossos pais. Eles ainda vivem no primeiro andar, o hostel fica no segundo e terceiro andares. É definitivamente um negócio de família.

David: Nossos pais vivem aqui mas não trabalham no hostel. Nós gerenciamos o negócio e pagamos uma taxa para estarmos aqui. Basicamente alugamos a casa deles. Esta é a primeira vez que trabalhamos como donos, empregadores, então estamos aprendendo muito. Quando cometemos erros, aprendemos com eles, buscando melhorar a cada dia como donos, empregadores e empregados, como hostel e claro, como pessoas.

Operar um hostel significa conhecer gente nova a cada semana, todos os tipos de pessoas. É muito bom para nosso desenvolvimento pessoal. A Isabela pode falar mais sobre isso.

Isabela: Concordo com o que ele disse. Neste trabalho, você nunca fica entediado. A cada dia vem mais conhecimento e mais pessoas. Você aprende com elas e ensina também. Você pode fazer amigos para a vida toda. É um trabalho excelente. Estamos trabalhando juntos desde Julho de 2013. Abrimos o hostel em Novembro de 2013, então, são quase dois anos aprendendo coisas novas a cada dia.

Alex: Quantas camas (ou quartos) tem o seu hostel?

David: Na verdade, depende. Normalmente trabalhamos com dois quartos compartilhados e dois quartos privativos. Mas, dependendo se estamos em alta ou baixa temporada, mudamos um dos quartos compartilhados para privativo. Agora estamos com 21 camas, mas podemos ficar com até 26.

Alex: Interessante. Então, eu sempre ouço falar que existem muitos hostels no Rio. O que torna o seu hostel diferente e único em relação aos outros?

David: Uma das coisas que eu acho que nos torna únicos, por exemplo, é o fato de termos vivido nesta casa. Então, assim que o hóspede chega, ele já se sente em casa. É a casa deles enquanto estão viajando. Isso é muito bom para nós e para eles. Gostamos que os hóspedes se sintam em casa porque eles automaticamente respeitam mais e cuidam mais das coisas. Para eles, é bom pois eles podem se sentir mais próximos e amigos da gente. Este é um dos principais pontos, a sensação de estar em uma casa.

Além disso, as dicas locais que passamos realmente fazem os hóspedes se sentirem daqui, como se morassem aqui. Tudo isso com preços competitivos.

Alex: Qual é sua tarifa padrão?

David e Isabela: Camas em dormitório compartilhado são em torno de R$ 35 e privativos R$ 180.

Alex: Quais tipos de hóspedes mais comuns no hostel?

Isabela: A grande maioria é gente muito simpática e aberta. Pessoas que queremos que virem amigos. São os mais legais. Jovens como nós, de 20, 25 anos. Mesmo mais velhos, são sempre muito legais. Acho que conseguimos atrair pessoas assim através de nosso branding e marketing. Tem vários casais, também.

David: Exato, acho que são pessoas fáceis de se lidar. Eles estão dispostos a conhecer pessoas e isso é muito bom, fazemos amigos para a vida toda, como minha irmã mencionou.

Eles vêm de diversos locais do mundo todo, principalmente da Europa e muitos da América do Sul. Acabamos de receber hóspedes do México, que não são tão comuns aqui. É muito bom receber gente de lugares diferentes. Tivemos hóspedes do Japão, alguns dos nossos primeiros hóspedes. China também, vieram alguns. É sempre bom.

Alex: Isso é muito legal! Qual é a parte mais gratificante de gerenciar um hostel?

Isabela: Acho que ver o hóspede feliz. Temos um guestbook no check-out.

*David mostra o guestbook*

David: Por exemplo, temos recados em todo tipo de idioma. Este aqui é em Japonês e, na minha opinião, adoro. Não dá nem pra saber se é possível ler isso! Acho o máximo.

Recebemos pessoas da Síria, foi uma experiência muito intensa. Ainda somos grandes amigos. Eles sempre retornam. Estão tentando uma equivalência de diploma e é muito difícil, estamos ajudando-os.

É muito bom poder ajudar as pessoas e ver que gostam da gente e do nosso local, tudo que podemos oferecer. Nos sentimos completos.

Isabela: Sentimos que estamos fazendo a coisa certa, faz com que sigamos adiante, sempre mais e melhor. Faz com que queiramos fazer sempre um trabalho melhor.

Alex: Vocês diriam então que seus hóspedes são sossegados, buscando conhecer outras pessoas e passear pela cidade?

David: Sim, diria que não somos o lugar ideal para festas, ‘drinking games’ e esse tipo de coisa.

Isabela: Mas claro que acontece, de vez em quando. Às vezes, nós mesmos passamos do nosso horário. Não fica como um hostel de Copa Cabana. É mais um espaço amigável para relaxar, fazer amigos e talvez ler um livro. Às vezes temos umas festas um pouco mais animadas, sim.

David: O clima aqui é relaxar e experimentar a cidade, já que estamos em um local de acesso fácil a diferentes culturas e arte. Festas, de vez em quando,

Isabela: Especialmente em datas como o Carnaval…

David: É, Carnaval é Carnaval. Queremos modificar o clima de nossas festas, algo mais ‘pôr-do-sol’. Estamos trazendo pessoas para vender diferentes produtos, de comida a arte, passando por roupas e cosméticos. Geralmente são amigos nossos, mesmo. Sempre temos música e trazemos bandas.

Alex: Qual seu principal desafio como dono de hostel?

David: Bom, deixarei minha irmã responder essa.

Isabela: *risos* Acho que uma das coisas mais difíceis que encontramos é também uma das nossas forças. Família pode ser complicada de vez em quando, já que vamos almoçar ou jantar com nossos pais entre os turnos e, por exemplo, se temos alguma discussão mais séria, a produtividade cai e ficamos sem energia, isso acontece. Às vezes, também discutimos porque somos irmãos. Fica mais fácil fugir de uma discussão produtiva sobre o hostel e acabar falando de coisas bobas. Isso é realmente difícil.

A outra coisa que torna tudo complicado é, por exemplo, algo com o que tivemos que lidar ontem mesmo. A burocracia no Brasil é muito difícil e estamos aprendendo muito.

David: É mesmo, estamos aprendendo muito sobre a burocracia no Brasil.

Alex: Que módulos do software Cloudbeds vocês usam?

David: Usamos o myfrontdesk e o myallocator.

Alex: Desde quando são clientes Cloudbeds?

David: Desde Março (2015).

Alex: Vocês notaram alguma diferença significativa? Está ajudando?

David: Ajuda muito. Passamos por uma fase de adaptação, pois tínhamos um sistema diferente. Estamos nos adaptando ao Cloudbeds e ele está atualizando e melhorando. É muito bom ver isso. Cloudbeds está tornando nossa vida mais fácil.

Lembramos de quando não tínhamos um PMS e era muito difícil.

Isabela: Tinhamos muitos overbookings antes.

Alex: Como é um dia típico para vocês?

David: Trabalhamos das 7h-16h na recepção e geralmente estendemos um pouco isso e trabalhamos em casa. Ela faz a parte de design em casa, às vezes no hostel. Eu faço a parte financeira e organizacional, de casa.

Também investimos tempo conversando com nossos funcionários. Eles são nossos amigos, amigos próximos. Também buscamos nos aproximar dos hóspedes e sair com eles quando não estamos muito cansados.

Alex: Quantos funcionários vocês têm?

David: Isto varia conforme a temporada. Normalmente somos eu e minha irmã, um recepcionista pleno e sempre tentamos montar um sistema ‘work away’. A pessoa trabalha quatro turnos por semana como recepcionista e pode dormir no hostel se quiser. Também temos uma pessoa que limpa os quartos 5 dias por semana. Quando não estão aqui, o recepcionista tem que cuidar do café-da-manhã e limpeza.

Alex: Qual seria um outro hostel que vocês admiram, que já visitaram ou gostariam de visitar?

David: Não lembro o nome… Mas, é um hostel no Japão que usamos como referência ao modelar o nosso quando abrimos. Tem também o Discovery Hostel aqui no Brasil.

Isabela: É um dos hostels mais bem avaliados no TripAdvisor. E tem um que é extremamente bem decorado, que admiramos muito. Sempre buscamos hostels que nos inspirem e tragam novas ideias. Acho isso muito importante, ficar de olho em outros hostels como modelo a seguir.

Alex: Quando vocês vão viajar, onde gostam de ir?

Isabela: Saímos para nossas primeiras férias este ano. O David foi para El Salvador e eu fui para Maceió. Foi muito bom.

David: Eu realmente amo viajar e amo natureza, isso é o que eu procuro quando viajo. Foi uma viagem maravilhosa. Muitas caminhadas e trilhas. É o que me dá energia. Trabalhar aqui é bom, mas drena a energia.

Isabela: Uma coisa que percebi quando abri o hostel é que ele é como um bebê. Às vezes um funcionário liga pra gente no meio da noite e tem uma emergência e precisamos tomar conta. E ficamos de olho no Cloudbeds o tempo todo para ver se está tudo ok. É como um bebê, exige atenção 24 horas por dia.

David: Sim, como um bebê de dois anos de idade.

Isabela: E um dia, vai crescer e poder andar sozinho.

Alex: Gostei dessa analogia, é uma forma interessante de pensar nisso. Quem, ou o quê os inspirou a abrir um hostel?

David:  Fiz uma viagem com uns amigos para o Peru e no final dessa viagem eu ainda tinha um tempo, mas o dinheiro estava acabando. Eu quis continuar a viagem, enquanto meus amigos tiveram que voltar. Um oportunidade surgiu de trabalhar em um hostel, ganhando a hospedagem e descontos. Então fiz isso e durante duas semanas eu só conseguia pensar que conseguiria fazer algo parecido na casa dos meus pais.

Isso foi em 2012, eu ainda estava na faculdade mas ainda não tinha terminado. Era apenas uma ideia que eu tinha. Convenci minha irmã e pais, no início foi difícil trabalhar só com minha mãe. Então, minha irmã chegou e começou a trabalhar comigo e as coisas começaram a tomar rumo.

Foram tempos de esforço, com a cabeça aberta e muito aprendizado enquanto fazia as coisas. Coloquei tudo no papel, as ideias, números e possibilidades. Isso ajudou a convencer os outros a acreditar e embarcar na minha ideia.

Isabela: No meu caso, estava para me graduar enquanto ele teve essa ideia. Fiquei com um pouco de medo. Achei que era uma ideia boa que tinha de tudo pra funcionar, mas quem me inspirou mesmo foi o David.

Alex: Se vocês tivessem um recado para as pessoas que querer abrir o próprio hostel, qual seria?

Isabela: Busque e pesquise muito sobre a cidade onde quer abrir o hostel. Se alguém quer abrir um hostel no Rio, eu diria para não fazer isso. Já existem muitos hostels e outros locais. Além disso, o mais importante é lembrar que um hostel é um trabalho de 24 horas por dia, como um bebê.

David: Eu diria para pesquisar muito. Aprenda sobre o universo da sua cidade, país, sobre o cenário mundial dos próximos anos. Todas essas coisas vão modificar sua rotina. Estávamos pensando sobre a Copa do Mundo e Olimpíadas. Você precisa estabelecer mais ou menos uma rotina, porque você terá que trabalhar muito mais horas do que seu emprego anterior. Você precisa trabalhar no mínimo a mesma coisa que outros negócios. O ideal seria amar o trabalho, mas é difícil dizer isso. Essa é minha recomendação: estude e planeje. Muito planejamento, é sempre bom.

Alex: Última pergunta: quais são as principais atrações numa visita ao Santê Hostel?

David e Isabela: Todo mundo já sabe o básico. Nossa área, Santa Teresa, é um bairro muito charmoso. Sempre recomendamos que nossos hóspedes façam um passeio a pé. Tem o Bonde, que está sendo reformado. São muito legais e turísticos, mas interessantes até para os locais.

Tem também o Pão de Queijo, vamos lá sempre, fica a dois minutos do hostel.

Estamos também próximos da Lapa, que é obrigatório à noite. O centro é lindo e recomendamos as lojas naquela região. Além disso, os bares são muito legais para tomar uma cerveja e conhecer pessoas.

Alex: Obrigado por essa conversa, nós adoramos.

O Santê Hostel definitivamente foi adicionado à minha lista de lugares para visitar. Ambiente tranquilo, bairro charmoso e pão-de-queijo? Já me sinto lá!

 

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