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Tendências na Hotelaria 2019

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Posted by Cloudbeds
março 11, 2019

Com o enorme crescimento de nossa empresa e equipe no último ano, a Cloudbeds agora conta com mais de 200 colaboradores com séculos de experiência combinada em hotelaria em diferente setores da indústria da hospitalidade — de proprietários de hostels a gerentes de equipes de recepção, passando por especialistas em revenue management e outros. Através das interações com nossos clientes, participação em diversas feiras de negócios e conferências da indústria e nossa comunidade global de colaboradores que trabalham em diferentes mercados de turismo pelo mundo, apresentamos a seguir as principais tendências que prevemos para a indústria hoteleira em 2019. 

Turismo Como Arma de Guerra Política

O turismo é normalmente associado a características positivas, como enriquecimento e intercâmbio cultural, mas 2019 e os anos seguintes podem ver o turismo se tornar cada vez mais usado como arma em brigas políticas. Restrições a vistos, guerras comerciais e fechamento de fronteiras podem ser usados como formas de modificar e controlar hábitos de turismo que podem resultar em perdas de salários, empregos e receita para trabalhadores e negócios locais.

Talvez o exemplo mais notável de turismo como arma seja quando a China baniu grupos turísticos de visitar a nação-ilha de Palau no Pacífico como uma tentativa de convencer a nação a converter seu apoio diplomático de Taiwan para a China. O banimento fez com que a empresa aérea de vôos charter Palau Pacific Airways cancelasse vôos saindo da China por conta da redução da demanda. Hotéis, restaurantes e agências de turismo locais também ficaram no limbo. Em 2017, a China proibiu visitas à Coréia do Sul depois que o país instalou um sistema de mísseis de defesa dos EUA. Mais recentemente, em Dezembro de 2018, a executiva e CFO da Huawei, Meng Wangzhou, foi presa no Canadá a pedido dos EUA pela alegação de roubar segredos comerciais e violar as sansões comerciais contra o Irã. Desde então, o Canadá foi removido da lista de destinos turísticos aprovados pela China e pode potencialmente perder 600 mil turistas em 2019.  

Com as constantes disputas tarifárias acontecendo entre EUA e China, além de outras restrições a vistos e turismo acontecendo em diversos lugares do mundo, é provável que vejamos o turismo ser utilizado como uma arma de guerras políticas e econômicas este ano.

Ser ou não ser: Google como OTA

De avaliações de hotéis a buscas de vôos e mapas, Google tem uma grande fatia do mercado de turismo em suas mãos. Como o Diretor de Parcerias Globais da Cloudbeds, Sebastien Leitner, diz, “A OTA sobre a qual ninguém fala é o Google, no entanto, eles são um enorme gerador de demanda para o mercado.” A busca do Google por mais e mais espaço no mercado de turismo ainda parece tão recente e crua que as propriedades ainda não sabem o que esperar ou como se preparar quando o assunto se refere a esta não OTA gigante mas informal.

Por um lado, o Google continuou a entrar no território das OTAs — no último ano lançaram o serviço Google One, oferecendo promoções exclusivas de hotéis para seus assinantes —  mas por outro, servem como uma plataforma de divulgação para as empresas de turismo e as encorajam a pagar (muito) por espaços premium de propaganda. Suas práticas parecem conflitantes, e alguns de seus parceiros de turismo começam a vê-lo como uma ameaça. De fato, no evento Explore ’18 do Grupo Expedia, o CEO Mark Okerstrom mencionou o Google como seu maior concorrente.

Da forma como exergamos, o Google pode tanto seguir em 2019 nos esforços de se tornar uma força incrível da indústria hoteleira ou então enfraquecer e parar tudo de uma só vez. Apenas o tempo dirá, mas o fato é que o Google tem um tremendo poder e recursos caso decida seguir adiante e adentrar mais pela indústria hoteleira.

Experiências dos Hóspedes

Na indústria hoteleira, um bom serviço vai além de considerar que “o cliente tem sempre razão”. Tudo deve ser fácil para o hóspede, seja o processo de check-in, check-out ou chamar um serviço de compartilhamento de caronas. Quanto mais as tecnologias se interconectarem entre si e automatizaem tarefas, melhor a indústria hoteleira será no desenvolvimento de excelentes experiências para os hóspedes. 

Conforma as tecnologias passam a automatizar as tarefas manuais no backend, os empregos na hotelaria devem mudar (não desaparecer) de maneira que os funcionários passem mais tempo interagindo com os hóspedes e garantindo que estejam felizes. Ao mesmo tempo, os hóspedes terão acesso a opções de facilidades como aplicativos de check-in, informações atualizadas em seus dispositivos sempre que estiverem em seus quartos, e acesso sem chave utilizando o telefone celular.

A Cloudbeds descobriu que funcionários da hotelaria gastam em média 4 horas por dia com tarefas repetitivas como processamento de pagamento e alocação de quartos — tarefas que podem ser completamente automatizadas com as novas tecnologias. Em 2019, a Cloudbeds crê que haverá um progresso massivo na direção de uma melhor automação de tarefas nos aplicativos, para que as pessoas possam focar nas experiências dos hóspedes.

Saúde, bem-estar e sustentabilidade são temas que farão parte do design das propriedades e experiências

O incentivo à saúde, bem-estar e sustentabilidade também é uma tendência em crescimento para 2019. No entanto, a implementação desses conceitos está indo além das tendências passadas de simplesmente adicionar alimentos saudáveis, academia ou um centro de spa a uma propriedade. Agora, os esforços de saúde, bem-estar e sustentabilidade estão sendo incorporados ao design de ambientes das propriedades, transformando espaços comuns com inclusões que induzem tranquilidade, como purificadores de ar, iluminação terapêutica e espaços de meditação.

Voltando à ideia de proporcionar uma experiência tranquila aos hóspedes, muitas propriedades estão se esforçando para implementar esses temas de maneira integrada. Por exemplo, o co-fundador e CEO da Cloudbeds, Adam Harris, observou que certas propriedades da citizenM fornecem xampus e cremes corporais para dia e noite: um para energizar os hóspedes de manhã e o outro para ajudar a dormir melhor. Ele também apontou que algumas propriedades da Starwood têm um programa que fornece aos hóspedes tênis e equipamentos de ginástica em seu tamanho, além de mapas da região em torno da propriedade, para que os hóspedes possam correr.

Redes sociais e influência socials vão mudar e evoluir

Com as políticas de provacidade mudando e o surgimento de restrições como a General Data Protection Regulation (GDPR) e a California Consumer Privacy Act (CCPA), as marcas e propriedades hoteleiras terão menor exposição e acesso ao seu público. Como a indústria reagirá a esta mudança? O movimento na direção de uma regulação mais restrita da privacidade de dados é algo com o qual a indústria hoteleira terá que se acostumar conforme mais e mais mudanças chegam.

No futuro, as propriedades precisarão avaliar como armazenam os dados dos hóspedes, enviam comunicações de marketing a eles e como coletam e compartilham dados dos hóspedes com outras empresas parceiras. E com todas as novas tecnologias e integrações de terceiros que prevemos que serão implementadas no próximo ano, as operadoras de hospitalidade também terão que proteger os dados de seus hóspedes contra ataques de segurança cibernética. Donos de propriedades terão muito mais responsabilidade quando se trata de proteção de privacidade do hóspede.

Outra mudança perceptível é o uso crescente de histórias ao compartilhar informações nas mídias sociais, ao invés de postagens em feeds, assim como um maior uso de conteúdo com curadoria de convidados, como imagens ou vídeos, no lugar de conteúdo comercial como anúncios formais. As propriedades podem experimentar esse novo meio de compartilhamento e mudança de conteúdo para acompanhar as novas tendências em 2019.

Continue a surfar a onda de superpoderes digitais

Em 2018, vimos as tecnologias emergentes se tornando mais disponíveis e mais populares no setor de hospitalidade, incluindo: Google Home, Alexa, Siri, robôs de inteligência artifical para quartos de hotel, serviço robótico de concierge, busca por voz, realidade virtual, realidade aumentada, etc. Mesmo não havendo uma implementação em massa dessas ferramentas digitais em todos os setores da indústria, 2019 verá uma disseminação mais ampla desses tipos de tecnologias, pois os resultados da adoção antecipada alimentam a segunda onda de superpoderes digitais a serem usados na hotelaria.

Isso não quer dizer que 2019 trará uma incrível expansão dos superpoderes digitais, mas é provável que a tendência ganhe força. Na conferência de parceiros Explore’18 da Expedia, observou-se que metade de todas as buscas serão feitas por voz até 2020, e à medida que os hóspedes se sentirem mais confortáveis e dependentes de tecnologias como essas em suas casas, haverá uma expectativa e demanda mais ampla por eles dentro de seus quartos durante a viagem.

O Poder dos Turistas Millennials Asiáticos

Nos próximos dez anos, os turistas da geração do milênio estarão em seu pico de poder aquisitivo e gastos. Aproximadamente 60 por cento de todos os millennials vivem na Ásia, um terço dos quais vivem na China ou Índia. Esse emergente mercado de viagens tem uma posição única e poderosa no setor, já que estima-se que os turistas millennials asiáticos gastem US$ 340 bilhões em viagens internacionais até 2020. Qualquer propriedade que deseje conquistar turistas desse crescente mercado terá que fazer alguns ajustes para ser mais receptiva.

Na entrevista que a Cloudbeds fez com Simon Morley, CEO do grupo de hostels asiático Lub d, ele menciona que, “A maior mudança que estamos observando é garantir que haja informações suficientes em seus idiomas, especialmente para o mercado chinês, para facilitar a experiência de compra de alimentos, mercadorias, bebidas e atividades. ”Outras táticas que ele mencionou para capturar esse amplo conjunto demográfico de viagens incluem o fornecimento de uma experiência de viagem local autêntica e a promoção de uma atmosfera de inclusão.

Por outro lado, como mencionado acima, as guerras comerciais e tarifárias podem mudar os padrões de viagens e afastar as viagens da Ásia, especialmente de turistas da China, para serem usadas como armas comerciais. Será interessante ver como os padrões de viagens para essa região podem mudar em 2019 como resultado de tensões políticas.

Afaste-se de experiências escolhidas por OTAs e busque experiências locais

Em sua busca por experiências, em 2019 os turistas buscarão menos as listas do TripAdvisor e mais guias e recomendações dadas pelos locais. Fontes locais de informação podem variar, de proprietários que interagem com seus hóspedes a guias turísticos que fazem recomendações de restaurantes como parte de seu serviço. O resultado final são as experiências hiper-locais.

Essa tendência vem de um desejo crescente dos turistas de ganhar uma autêntica experiência local. Os turistas da geração do milênio rejeitam especialmente a noção do “turista tradicional” que é um observador externo óbvio em seu destino. Em vez disso, eles querem mergulhar na experiência e viver como um local enquanto viajam. É por isso que este ano veremos mais ênfase e valor em tours locais e menos em pacotes de OTAs. As propriedades podem se preparar para participar dessa tendência vendendo experiências locais, fazendo parcerias com guias turísticos locais ou criando um guia turístico com recomendações para os hóspedes.

Um brinde a 2019

À medida que avançamos para o novo ano e observamos como essas tendências na hotelaria se moldam e se desenvolvem, é sempre bom avaliar o progresso de sua empresa e avaliar como sua propriedade está acompanhando seu mercado. É claro que algumas tendências vêm e vão, mas veja se há alguma mudança que você possa fazer para se alinhar melhor em 2019 para ficar à frente da concorrência. Em caso de dúvida, saiba que a Cloudbeds estará aqui para você como seu parceiro de confiança. Por isso, não deixe de entrar em contato conosco enquanto continuamos a nos comunicar sobre as principais notícias e dicas do setor. Felicidades!

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